O Projeto Biodiverso deu início a mais um ciclo de planejamento da safra da borracha nativa junto às comunidades indígenas e ribeirinhas da área de atuação do projeto no noroeste de Mato Grosso. A ação busca fortalecer a cadeia produtiva da borracha por meio de assistência técnica, organização comunitária e construção coletiva das estratégias de produção para a nova safra.
Neste início de planejamento, a equipe técnica já realizou reuniões nos três territórios do povo Rikbaktsa: Erikpatsa, Japuíra e Escondido. Os encontros aconteceram, respectivamente, na Aldeia Nova, na Aldeia Pé de Mutum e na Aldeia Babaçuzal, reunindo seringueiros de todo o território para a construção coletiva do planejamento da safra da borracha nativa. Na Resex Guariba-Roosevelt, as reuniões aconteceram nas comunidades São Lourenço e Rio Roosevelt.
Os encontros reúnem seringueiros, lideranças e famílias para discutir os principais desafios da atividade e definir estratégias relacionadas ao início dos cortes, calendário de produção, logística, levantamento de insumos e metas da safra. Além disso, as reuniões também orientam os produtores sobre critérios de qualidade, padronização e rastreabilidade da borracha comercializada.
Entre os temas abordados estão a definição dos materiais necessários para o trabalho dos seringueiros, como facões, facas de seringa, bicas, cuias, botas e combustível para deslocamento, além da organização das datas de pesagem e comercialização da produção.
Outro ponto importante discutido com as comunidades é o acordo comercial com a empresa multinacional Michelin, que fortalece a cadeia produtiva da borracha nativa por meio de um modelo que prioriza a comercialização via associações e cooperativas dos próprios territórios, promovendo maior autonomia comunitária e valorização da produção local.
De acordo com a equipe técnica do Projeto Biodiverso, o planejamento da safra vai além da organização produtiva. O processo também fortalece o diálogo com os seringueiros e permite compreender mais profundamente a realidade das comunidades.
“A expectativa das comunidades é muito positiva, principalmente porque a borracha é uma atividade tradicional dentro dos territórios. Quando o planejamento acontece de forma organizada e os acordos são cumpridos, isso gera confiança, autoestima e fortalece a expectativa de geração de renda dentro da própria comunidade”, destaca Alisson Rikbaktsa, técnico do Projeto Biodiverso.
Ao apoiar a cadeia produtiva da borracha nativa, o Projeto Biodiverso contribui diretamente para a valorização da sociobiodiversidade e para a conservação de 1,4 milhão de hectares da floresta amazônica. A iniciativa fortalece alternativas econômicas sustentáveis que mantêm a floresta em pé e geram renda para os povos indígenas e comunidades tradicionais da região.
O Projeto Biodiverso é patrocinado pela Petrobras e Governo Federal, através do Programa Petrobras Socioambiental.
Fonte: Assessoria de comunicação