Castanha do Brasil gera mais de R$ 2,5 milhões em territórios apoiados pelo Projeto Biodiverso

Na safra 2025/2026, comunidades apoiadas pelo Projeto Biodiverso comercializaram quase 300 toneladas de castanha-do-brasil, movimentando mais de R$ 2,5 milhões. A iniciativa beneficia cerca de 500 indígenas e extrativistas, fortalece a renda local e contribui para a conservação da floresta amazônica.

A comercialização da castanha-do-brasil segue demonstrando o potencial da sociobiodiversidade como estratégia de geração de renda e conservação ambiental. Na safra 2025/2026, povos indígenas e comunidades tradicionais apoiados pelo Projeto Biodiverso comercializaram quase 300 toneladas de castanha, movimentando mais de R$ 2,5 milhões em diferentes mercados.

O resultado é fruto do trabalho de aproximadamente 500 castanheiros dos povos Rikbaktsa, Cinta Larga, Arara e de extrativistas da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt, no noroeste de Mato Grosso. Além da produção, o Projeto Biodiverso atua no fortalecimento da cadeia produtiva por meio de assistência técnica, apoio à organização comunitária, qualificação dos processos de comercialização e articulação com compradores e instituições parceiras.

A comercialização ocorreu por diferentes canais, incluindo cooperativas, mercado institucional e empresas privadas, ampliando as oportunidades de venda e reduzindo a dependência de compradores únicos. A diversificação dos mercados contribui para fortalecer a autonomia das organizações comunitárias e gerar maior segurança para as famílias envolvidas na atividade extrativista.

Nos territórios do povo Rikbaktsa, a produção registrada ultrapassou 264 toneladas. Outras 30 toneladas foram comercializadas por extrativistas da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, enquanto a Terra Indígena Aripuanã registrou 4 toneladas comercializadas durante a safra.

Mais do que números expressivos, os resultados reforçam a importância da castanha-do-brasil para a economia dos povos da floresta. Em muitas comunidades, a atividade representa uma das principais fontes de renda familiar e está diretamente relacionada à manutenção dos modos de vida tradicionais e à valorização dos conhecimentos associados ao uso sustentável da floresta.

 Ao longo da safra, a equipe técnica do Projeto Biodiverso realizou visitas de campo, monitoramento produtivo, orientações sobre boas práticas de manejo e armazenamento, além de apoiar a organização das associações responsáveis pela comercialização da produção. O trabalho também contribuiu para ampliar o acesso das organizações indígenas e extrativistas a mercados mais estruturados e políticas públicas voltadas ao fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade.

Os resultados alcançados demonstram que a floresta em pé é capaz de gerar benefícios econômicos concretos para quem vive e protege o território. Ao transformar recursos florestais manejados de forma sustentável em renda para as comunidades, a cadeia da castanha fortalece a conservação ambiental e cria oportunidades de desenvolvimento alinhadas à realidade dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia. 

Patrocinado pela Petrobras, o Projeto Biodiverso promove o uso sustentável da sociobiodiversidade como estratégia de conservação de aproximadamente 1,4 milhão de hectares de floresta amazônica, fortalecendo cadeias produtivas, organizações comunitárias e iniciativas de geração de renda nos territórios onde atua.

Fonte: Assessoria de comunicação