Uma exposição que nasce da floresta e ganha o país. Assim está sendo a exposição Olhar da Floresta, iniciativa desenvolvida no âmbito do Projeto Biodiverso que levou fotografias produzidas por jovens indígenas e ribeirinhos para cidades brasileiras, no mês de abril a exposição esteve nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Juína (MT) e Aripuanã (MT).
As mostras aconteceram ao longo do mês de abril na semana que antecede o dia dos povos indígenas, com programações simultâneas. No Rio de Janeiro, a exposição foi realizada de 13 a 17 de abril, na sede da Petrobras. Em Juína, município da área de atuação do projeto, a exposição ocorreu de 13 a 15 de abril. Já em Aripuanã, também parte do território atendido pelo Biodiverso, a mostra foi realizada nos dias 18 e 19 de abril.
A escolha estratégica dessas cidades reflete tanto o compromisso com os territórios onde o projeto atua quanto a ampliação do diálogo com novos públicos. Em Juína e Aripuanã, as exposições buscaram valorizar as comunidades locais, fortalecer o sentimento de pertencimento e reconhecimento da importância desses povos para a região. No Rio de Janeiro, o objetivo da exposição foi de aproximar colaboradores e diferentes atores institucionais da realidade vivida na Amazônia.
As fotografias apresentadas são resultado de um processo formativo que capacitou jovens indígenas e ribeirinhos como comunicadores de seus próprios territórios. Durante a experiência, os participantes compartilharam vivências, ampliaram seus olhares e desenvolveram novas formas de comunicar suas realidades.
Mais do que uma mostra fotográfica, o Olhar da Floresta se consolidou como um espaço de troca de conhecimento. No Rio de Janeiro, além da exposição, foram realizados momentos de diálogo entre os jovens e o público, promovendo escuta, conexão e intercâmbio de experiências.
“Estar no Rio de Janeiro, mostrando imagens do nosso território, foi algo que eu nunca imaginei viver. É diferente quando a gente pode contar a nossa própria história, com o nosso olhar. Hoje, fazendo parte do Projeto Biodiverso, eu consigo ver o impacto que isso tem, tanto para a gente, quanto para quem passa a enxergar a Amazônia de outra forma”, destaca Alisson, que participou da formação e hoje atua como assessor de mercado no projeto.
Para Nayara Rodrigues, da RESEX Guariba Roosevelt, aluna do Programa Jovens Comunicadores, “foi uma experiência muito significativa, que nos fez sentir valorizados e respeitados. Poder levar a minha voz e a voz do meu território para um espaço como esse é algo que levarei comigo para toda a vida”.
Cada imagem exposta revela não apenas paisagens, mas modos de vida, saberes ancestrais e a relação profunda entre as comunidades e seus territórios. Ao colocar os próprios povos da floresta como protagonistas de suas narrativas, o Projeto Biodiverso fortalece a comunicação como ferramenta de transformação e amplia a compreensão sobre a importância da conservação da Amazônia.
O Projeto Biodiverso é patrocinado pela Petrobras e pelo Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Fonte: Assessoria de comunicação